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Campanha Salarial 2015: Avançar na unidade em defesa dos serviços públicos é foco para os SPFs em 2015

Avançar na unidade em defesa dos serviços públicos é foco para os SPFs em 2015

Os eixos da campanha salarial, as pautas das lutas gerais e a agenda de mobilização do Fórum dos SPF para o ano de 2015 serão deliberados entre os dias 31 de janeiro e 1° de fevereiro – data em que será realizada a Plenária dos Servidores Públicos Federais, em Brasília.

Diante da desaceleração do desenvolvimento econômico brasileiro e da prioridade do governo federal em privilegiar o lucro das empresas privadas e do mercado financeiro, a continuidade dos ajustes fiscais, tendo como foco o corte de direitos sociais dos trabalhadores, e a redução de gastos públicos, visando a precarização dos serviços que atendem gratuitamente à população, chamam atenção dos SPF para a organização das lutas do ano de 2015.

Francisco Jacob Paiva da Silva, 1º secretário do ANDES-SN, aponta que em meio ao agravamento da crise do capitalismo mundial, e das suas repercussões no Brasil, com a necessidade de ajuste do Estado para diminuir os efeitos da crise e manter o modelo neoliberal, as dificuldades de organização das entidades de defesa dos direitos dos serviços públicos serão ampliadas. Por isso, afirma que “o primeiro grande desafio, que continua na ordem do dia, é conseguir criar uma pauta unificada entre os diversos setores dos poderes executivo, legislativo e judiciário que dê conta de agregar as diferentes entidades que organizam sindicalmente as categorias. Esse é um desafio dos últimos anos, e não somente para 2015”.

Ao longo de 2014, diversos projetos de lei apresentados pelo Poder Executivo constituem verdadeiros ataques aos direitos dos trabalhadores do serviço público, como o PL 327/14, que visa regulamentar o direito de greve; o PLP 92/07 que tem como objetivo a criação das fundações estatais de direito privado no âmbito do serviço público, e o PLP 248/98 que pretende regulamentar a perda de cargo público por insuficiência de desempenho, entre outros.

No que tange às instituições federais de ensino, Jacob, que também é um dos coordenadores do Setor das Ifes, destaca a privatização da educação pública brasileira. “Estão transformando professores e técnicos em empreendedores para que as instituições continuem funcionando, colocando a carreira docente na perspectiva da produtividade, para que o estado gaste menos com o pagamento dos professores para privilegiar uma carreira elitista, para poucos, para quem está no topo. O governo está tomando medidas que se traduzem em redução de custos para a educação pública federal”.

De acordo com a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Eugênia Lacerda, a proposta de Orçamento Federal para 2015 enviado pelo Executivo ao Legislativo destina para os gastos com a dívida pública a cifra de R$ 1,356 trilhão, correspondente a 47% de tudo que o país arrecadará com tributos, privatizações e emissão de novos títulos, entre outras rendas. Este valor representa 13 vezes mais que os recursos previstos para a saúde, 13 vezes mais que os recursos previstos para educação, ou 54 vezes os recursos previstos para transporte. E para os servidores públicos, tal como o Orçamento 2014, a proposta para 2015 não reserva recursos para aumentos salariais.

Organizar a luta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas dos SPF

“A cada ano que passa e a cada governo que aplica essa política neoliberal você vê no interior das instituições do serviço público, cada vez mais, um número de servidores acostumados com essa realidade que está posta. Novos funcionários estão sendo concursados dentro dessa nova perspectiva de trabalho ligado à produtividade, com as novas regras da previdência social, além do grande quadro de terceirizados, que fragiliza ainda mais a organização sindical”, diz Jacob. Frente a isso, o 1º secretário do Sindicato Nacional frisa que as entidades, que fazem parte do Fórum dos SPF, vão ter que fazer uma opção clara em defesa dos serviços públicos e lutar contra qualquer conciliação entre os interesses do capital e do trabalho e contra reformas que vão no sentido de ampliar a retirada dos direitos dos trabalhadores.

Para isso, nos dias 31 de janeiro e 1° de fevereiro de 2015 será realizada a Plenária dos SPF, data definida no Fórum das Entidades, para definir os eixos da campanha salarial, as pautas das lutas gerais do Fórum e a agenda de mobilização para o ano de 2015. O espaço servirá para discutir e consensuar a pauta para a Campanha Salarial dos SPF de 2015 e a data para o seu lançamento com uma Marcha Nacional em Brasília.

Confira aqui a ficha de inscrição e o cartaz da Plenária dos SPF.

Fonte: ANDES-SN e Auditoria Cidadã da Dívida Pública

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GREVE: TAEs da UFPR e UTFPR iniciam greve dia 17 de março

Nesta quinta feira foi lançada pela diretoria do SINDITEST carta aberta a população e a comunidade acadêmica. Leia abaixo.

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO E À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA

A partir do dia 17 de março, os servidores técnico-administrativos da UFPR, UTFPR e Hospital de Clínicas entram em greve por tempo indeterminado

No país do futebol, da corrupção e da desigualdade social, que lugar está reservado para a educação e a saúde públicas?

Nós, servidores técnico-administrativos das universidades federais, recebemos os mais baixos salários de todo o poder executivo. O vencimento básico de um Assistente em Administração recém-admitido na universidade não ultrapassa 1.950,00 reais, ou seja, é inferior a três salários mínimos. Apesar disso, são esses trabalhadores que realizam as funções administrativas nas coordenações de curso, bibliotecas, departamentos, pró-reitorias, nas seções de execução orçamentária e em muitas outras. Poderíamos dizer a mesma coisa dos profissionais da saúde, como o pessoal da enfermagem que trabalha no Hospital de Clínicas, na Maternidade Victor Ferreira do Amaral, e que mesmo desempenhando funções tão essenciais para o bom andamento das atividades de assistência e ensino, são normalmente obrigados a ter dois empregos ou a fazer plantões adicionais para completar os magros rendimentos.

A situação dos nossos companheiros contratados pela FUNPAR ou terceirizados é ainda pior: o pessoal da FUNPAR recebe salários de pobreza e os terceirizados, salários de miséria (costumam receber menos do que um salário mínimo após os “descontos”). E são essas pessoas —a maioria mulheres, mães de família— que fazem a universidade funcionar, trabalhando nos serviços mais pesados: limpeza e conservação, restaurantes, lavanderias, manutenção, transportes, segurança…

Como chegamos a este ponto?

No Brasil, quem trabalha com educação e saúde não é tratado com respeito. E isso inclui, é claro, as professoras e os professores, que também estão com os salários arrochados e com a carreira precarizada. Isso acontece porque a presidente Dilma (PT), seguindo a linha adotada por Lula, não abandonou em nenhum momento a cartilha neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC (PSDB). A prova disso é que mesmo após 11 anos de governos do PT, os serviços públicos vão de mal a pior. Há uma crise grave na maior parte das áreas sociais e um caos completo na saúde, na educação e nos transportes públicos. Essa foi uma das causas da explosão de revolta que varreu o país em junho de 2013. Infelizmente, até agora, o governo não deu ouvidos para o que o povo dizia nas ruas, e o suplício de quem depende dos serviços públicos, principalmente do SUS, continua.

Campeão mundial de impostos e taxas de juros… Para quê?

O Brasil tem uma das maiores cargas tributárias do mundo. Todos os anos batemos recordes de arrecadação de impostos. Por acaso esse dinheiro retorna para a sociedade na forma de investimentos em infraestrutura, geração de empregos, educação, saúde, previdência social? Infelizmente, não. Então, onde vai parar todo esse dinheiro?

A resposta é simples. No Brasil colônia, os exploradores das metrópoles saíam daqui com suas embarcações abarrotadas de pau-brasil, açúcar, tabaco e ouro (usando para isso o trabalho escravo). No Brasil de hoje, continua acontecendo quase a mesma coisa, a diferença é que o modo de explorar a força de trabalho mudou, as metrópoles e os exploradores mudaram, e surgiram métodos muito mais eficazes de roubar aquilo que produzimos: entre eles, a desnacionalização da economia (privatizações) e o perverso mecanismo da “dívida pública”.

A Coroa portuguesa exigia a quinta parte da produção de ouro das nossas minas. A exploração atual é muito mais feroz: quase a metade do Orçamento da União é enviada diretamente para o bolso dos banqueiros e dos especuladores do mercado financeiro, na forma de pagamentos dos serviços de rolagem da dívida pública (juros e amortizações). E a parte mais cruel desse sofisticado mecanismo de exploração é que quanto mais se paga, mais se deve.

Retrato da desigualdade

Somente em 2012, pagamos 753 bilhões de reais da dívida pública! Para se ter uma ideia do que isso significa, com esse dinheiro seria possível pagar um salário mínimo atual (724 reais) para 50 milhões de pessoas durante 20 meses; ou construir 18 milhões de casas populares a um custo de 40 mil reais cada; ou 44 mil hospitais de excelência, a um custo de 17 milhões cada um. Outra comparação: o total gasto com o Bolsa Família no mesmo ano (2012), que atinge quase 14 milhões de famílias (a 70 reais por pessoa), foi de pouco mais de 20,2 bilhões, ou seja, trinta e sete vezes menos do que o valor dado pelo governo aos bancos!

A “reprimarização” da economia: a causa do sucateamento do ensino superior público

O governo federal pretende transformar o Brasil no campeão mundial de exportação de produtos agrícolas até 2020, para a alegria do agronegócio. Com isso, vai se agravar o processo de destruição ambiental causado pela expansão das monoculturas de soja e cana-de-açúcar, o que acarreta graves transtornos climáticos e também a destruição da agricultura familiar (elevando brutalmente o preço dos alimentos). Além disso, ao transformar o Brasil no “celeiro do mundo”, esse retorno à economia colonial vai causar a destruição do que restou da indústria nacional, liberando definitivamente o mercado interno para as multinacionais e para a penetração dos importados. Neste cenário, em que nossa função se resume a enviar matérias primas (commodities) para as metrópoles e comprar delas os produtos industrializados, que lugar poderia haver para as universidades públicas, para a produção de conhecimento, ciência e tecnologia?

Que país queremos para as futuras gerações?

Se não houver uma reação enérgica dos trabalhadores e de toda a sociedade contra este retrocesso histórico, se não defendermos as universidades públicas, que mesmo diante de todas as dificuldades ainda realizam a maior parte da pesquisa científica do país, e ainda formam os melhores profissionais, em breve elas estarão extintas. As faculdades privadas, as “fábricas de diploma” e os cursos ligeiros ou à distância dominarão completamente o “mercado de ensino superior”. E então o Brasil perderá definitivamente o pouquinho de autonomia e soberania que adquiriu desde o último pós-guerra até hoje, período em que nossas universidades cresceram paralelamente ao desenvolvimento da mineração, da siderurgia, das telecomunicações, da extração e refino de petróleo, e de outras áreas em que chegamos a ser autônomos, antes que os governos das últimas décadas (tanto do PSDB quanto do PT) entregassem tudo de bandeja para as multinacionais.

Por um Brasil verdadeiramente justo e soberano!

Essa é a guerra para a qual os trabalhadores e toda a população estão convocados: lutar pela nossa soberania e por justiça social. A “elite” de nosso país mostrou ser completamente incapaz de realizar essa tarefa —preferiu ser sócia minoritária do capital estrangeiro e enriquecer à custa da dilapidação do Estado (corrupção). Reverter o atraso histórico, as injustiças seculares, a miséria, a pobreza e a ignorância, é uma tarefa que recai agora integralmente sobre os ombros da classe trabalhadora. Nós, servidores técnico-administrativos da UFPR, HC, UTFPR, IFPR e UNILA, estamos fazendo a nossa parte. Nossa luta por respeito, por salários e condições de trabalho dignas, faz parte da defesa do ensino superior público, gratuito e de qualidade.

Não estamos pedindo nada de mais. Queremos apenas o mesmo tratamento prioritário e emergencial dado pelo governo federal à FIFA, às empreiteiras, aos bancos e às multinacionais: exigimos investimentos pesados e imediatos nos serviços públicos!

Todos aqueles que torcem por um Brasil verdadeiramente justo e soberano precisam se incorporar a essa luta! Seja solidário ao movimento grevista e nos ajude a exigir da presidente Dilma que atenda as demandas dos trabalhadores!

Nossas principais reivindicações:

Em defesa das universidades públicas!

Carreira, salários e condições de trabalho dignas!

Piso de três salários mínimos! Data-base e negociação coletiva! Antecipação da parcela de 5% de reajuste programada para 2015!

Fim das privatizações! Revogação das leis que criaram a EBSERH e o FUNPRESP!

Em defesa da aposentadoria especial! Revogação das Orientações Normativas que reduzem o adicional de insalubridade!

Turnos contínuos e jornada de 30h!

Construção e reestruturação das creches nas universidades, sem municipalização!

Em defesa do direito de greve e das demais garantias constitucionais de expressão, manifestação e organização política e sindical! Não ao “AI-5 padrão FIFA”! Abaixo a criminalização dos movimentos sociais!

SINDITEST-PR
Gestão Sindicato é pra Lutar!

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Docentes EBTT da ampla maioria dos Institutos e Colégios Federais têm sim indicativo de greve

plena11CORRIGINDO A DIRETORIA DO SINDIEDUTEC.

Em importante matéria (que reproduzimos abaixo) sobre a discussão da greve nacional dos técnico-administrativos puxada pela FASUBRA a diretoria do SINDIEDUTEC incorreu em um erro (ou omissão). Diz a nota “É importante ressaltar que as Entidades representativas dos professores ainda não têm deliberação sobre greve.” Tal afirmação não é de todo verdadeira. Realmente nenhuma entidade dos docentes decidiu que já ira aderir ou iniciar uma greve. Mas tal qual a FASUBRA, o SINASEFE – entidade em que se organizam e são representados a ampla maioria dos servidores (TAE e docentes) dos Institutos e Colégios Federais – já tem indicativo de início da greve em 17 de março de 2014. É claro que isto não significa a adesão e o inícios automático da greve em todas as instituições representadas. A decisão pela greve se dá pela base dos servidores, em cada instituição. Mas, a tendência é que na maioria dos Institutos e Colégios federais os servidores entrem em greve conjuntamente. Delegados, representando as bases de cerca de 40 Institutos e Colégios Federais do país, presentes na 119º Plenária do SINASEFE apontaram no caminho da construção desta luta. (119ª PLENA delibera pelo indicativo de construção da greve)

Ou seja, os colegas docentes do IFPR, ao decidirem pela participação na greve, não estarão sós. Se somarão a ampla maioria dos docentes EBTT espalhados pelo Brasil, organizados e representados no SINASEFE. Estarão juntos na luta com toda a sua categoria (docente EBTT), além dos próprios colegas TAE.

O sindicato, que representa as duas categorias, com uma diretoria que tanta fala na necessidade da unidade entre estas e entre todos os servidores do IFPR, como pode defender a greve para uma (TAE) e a não-greve para a outra (docentes)?

Não deveríamos fazer como os colegas de todos os outros Institutos Federais organizados no SINASEFE e aderirmos a greve unidos e fortes?!

Uma categoria fortalece a outra. Juntos somos mais fortes!

Confira a matéria do site do SINDIEDUTEC

SINDIEDUTEC debate greve puxada pela Fasubra

Por: Texto: Comunicação SINDIEDUTEC – Ilustração: Laer

A discussão sobre greve ou não em 2014 está colocada em todas pautas das Entidades representativas dos servidores públicos federais. Atentando para o assunto, o SINDIEDUTEC-PR encaminha às suas bases a discussão que está pautada nacionalmente. Como órgão democrático, as ações do Sindicato serão decididas a partir das deliberações a serem tomadas pelos servidores de suas Unidades Descentralizadas em assembleias locais e referendada por assembleia estadual a ser convocada ainda para março.

O SINDIEDUTEC-PR é um Sindicato autônomo e suas ações dependem exclusivamente da vontade livre e soberana de seus filiados e demais trabalhadores de sua base. É importante ressaltar que as Entidades representativas dos professores ainda não têm deliberação sobre greve. O que existe é o encaminhamento para que os Sindicatos debatam com suas bases além de atividades de mobilização em diversos níveis (locais e nacionais).

Situação diferente para os técnicos administrativos, já que é de conhecimento de todos que em Plenária Nacional da Fasubra foi  aprovada por ampla maioria o indicativo de greve para a partir de 17 de março. Com base nas informações da assessoria de comunicação da federação, a seguir apresentamos a análise que justifica o descontentamento generalizado na ampla maioria do serviço público federal, o que dá base para a deflagração da greve. O SINDIEDUTEC-PR está comprometido com a luta nacional dos técnicos administrativos e, se assim for a vontade dos técnicos do IFPR, comandará a greve da categoria.

Argumentos da Fasubra

Conforme informação divulgada no site da federação, depois de dois dias de debates sobre a conjuntura política e econômica do país e as demandas da categoria, tais como: o cumprimento do acordo de greve de 2012 (no que tange à resolutividade dos grupos de trabalho), o posicionamento do Governo quanto à pauta específica da categoria, o caos após a criação da EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, criada para gerenciar os hospitais universitários), a rejeição em garantir os turnos contínuos (30 horas), foi avaliado e aprovado que a categoria tem sim condições de implementar uma greve forte, agora no dia 17 de março de 2014.

As posições levaram em conta, principalmente, o ataque do Governo à categoria, implementado pela consolidação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (embora não seja esta uma pauta no IFPR) e a falta de resposta à pauta, devido a priorização, por parte do governo, da política macro-econômica, sem considerar fatores de ordem social, como a prestação de serviços públicos de qualidade à população mais carente.

Outro elemento, que influiu na decisão da categoria, foi o não reconhecimento dos títulos de capacitação dos aposentados, acordado com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) durante a greve de 2012, que até a presente data não entrou em vigor, estando essa parcela da categoria sem benefícios a que teria direito conforme o Anexo III, que trata do incentivo a capacitação. Desde o fim da greve de 2012, a FASUBRA tem realizado várias incursões tanto ao MEC, como ao MPOG, para tratar do assunto, sem, no entanto, conseguir vencer a inércia do Governo para reverter a situação.

O Brasil se tornará vitrine internacional em virtude da Copa do Mundo e a Plenária concluiu que há margem para pressionar a negociação com o governo, principalmente com o serviço público federal entrando no movimento paredista de forma unificada.

A pauta aprovada na Plenária é composta dos seguintes eixos:

* Aprimoramento da carreira – piso e step (detalhamento do acúmulo histórico da categoria já deliberado, será apresentado pela direção nacional às assembleias); Extensão do artigo 30 da lei 12772 /12;

*Ascensão funcional;

* Cumprimento integral do acordo da greve de 2012; – reconhecimento dos certificados capacitação dos aposentados e reconhecimento dos cursos de mestrados e doutorados fora do país, e cronograma com resolutividade para a negociação relatórios todos GTs

*Reposicionamento dos aposentados;

* Turnos contínuos, com jornada de trabalho (30 horas) sem redução salarial para manter a universidade aberta nos três turnos;

*Revogação das ON insalubridades – contagem tempo especial;

* Revogação da Lei EBSERH com concurso público pelo RJU, pela aprovação da ADIN;

* Não a perseguição e criminalização da luta! Democratização já!

* Isonomia e valorização dos benefícios entre os três poderes;

* Liberação de dirigentes sindicais para o exercício de mandato classista (Mudança da legislação);

*Construção e reestruturação das creches nas universidades para os seus trabalhadores sem municipalização.

Os delegados aprovaram, ainda, que propostas como data base, FUNPRESP, auxílio alimentação para aposentados, isonomia salarial entre os trabalhadores do Serviço Público Federal e outras de caráter geral serão remetidas à apreciação dos servidores federais para inclusão na pauta conjunta (geral).

A partir da deliberação da GREVE e considerando a prioridade que a federação e seus sindicatos precisam dar a construção da mesma, a DN apresentou uma proposta consensuada entre os seus membros sobre o Confasubra (Congresso Nacional da Fasubra) e o mandado da direção, que consiste em: 1) Uma plenária 30 dias após o término da GREVE para deliberar sobre o Confasubra e a prorrogação do mandado até 30 de setembro/2014. Colocada em votação a proposta foi aprovada por maioria dos presentes.

Calendário

Um calendário de atividades foi apresentado pela categoria e obteve votação positiva. Ele contempla:

17/03 – Deflagração da greve

17/03 – Instalação do Comando Nacional de Greve

09/04 – Marcha das Centrais sindicais com atividades nos estados.

Posicionamento do SINDIEDUTEC

O SINDIEDUTEC tem com definição organizar e encaminhar na sua base as orientações da Fasubra, entidade reconhecida pelo governo e que encaminha as negociações de interesse dos técnicos administrativos da educação federal (Universidades e Institutos Federais). Portanto, o SINDIEDUTEC tem o compromisso político e obrigatório de convocar os técnicos administrativos do IFPR para refletir, discutir e avaliar qual será o posicionamento da comunidade aqui no Paraná.

Para isso, o Sindicato acha relevante levantar algum pontos para a análise:

a) Em relação à pauta de Reivindicações: uma greve se dá a partir da negociação de uma pauta de reivindicação. A pauta apresentada precisa ser estudada e entendida porque o atendimento da mesma é condição para sair de uma radicalização representada pela greve. Muitos dos itens, embora não sendo importantes de forma direta para os técnicos do IFPR, como pauta da greve terá importância na medida que representa a solidariedade à luta geral dos trabalhadores;

b) Acordos celebrados em 2012: estamos em plena vigência de um acordo assinado com o governo. Com certeza o governo argumentará que a categoria, através de sua Entidade representativa assinou um acordo até 2015 e uma greve agora seria quebra de acordo. No entanto, não há como ignorar que esse “acordo” sequer repõe a inflação do período;

c) Questão orçamentária: aumentos salariais (e de benefícios) precisam ter previsão orçamentária. Portanto, o que se tem previsto para o orçamento deste ano é o que foi negociado anteriormente;

d) Ano eleitoral: ao mesmo tempo pode ser um ponto forte – pressão sobre o governo para atender nossas reivindicações – também pode ser  um problema: a legislação veda diversas ações governamentais durante o período eleitoral, entre elas a impossibilidade de atender demandas financeiras.

Encaminhamento

Diante deste quadro e da necessidade que a categoria diga como devemos atuar, o SINDIEDUTEC encaminha:

Assembleia em todas as Unidades Descentralizadas do SINDIEDUTEC na primeira semana de março (03/03/2014 a 07/03/2014) para discutir se os técnicos do IFPR aderem ou não à greve proposta pela Fasubra com início previsto em 17 de março.

Além de discutir sobre a adesão ou não à greve proposta pela Fasubra é importante discutir outros temas fundamentais para nossa organização e para a democratização do IFPR: em assembleia geral da Unidade de Curitiba foi deliberado por greve de advertência à reitoria para cobrar eleição para reitor do IFPR ainda no primeiro semestre de 2014. Também ficou deliberado que se as eleições não forem convocadas a comunidade em Curitiba iniciará uma greve por tempo indeterminado a partir de primeiro de maio. Este é um tema que diz respeito a toda a comunidade do IFPR. Portanto, chamamos nossos servidores das demais localidades a virem somar nesta luta. Ainda, foi publicada a regulamentação sobre a flexibilização da jornada de trabalho dos TAEs: é necessário avaliar e cobrar coletivamente a aplicação em todas as unidades do IFPR; outros temas a serem pautados pelos nossos representantes locais junto as trabalhadores de suas unidades (como a posse dos representantes eleitos para os Codic que em algumas localidades ainda não aconteceu).

É importante que todo o debate seja documentado em Ata, com lista de assinatura dos presentes e encaminhada para a Direção Estadual para pautar os encaminhamentos para a Assembleia Estadual que será realizada na sequência.
Vale lembrar que a Constituição Federal, em seu artigo 9º e a Lei nº 7.783/89 asseguram o direito de greve a todo trabalhador, competindo-lhe a oportunidade de exercê-lo sobre os interesses que devam por meio dele defender.

Viva a luta dos trabalhadores em Educação do IFPR,

Por eleições para todos os Diretores de Campi e Reitor do IFPR em 2014.

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Vejam como está esquentando a luta no funcionalismo público federal

*17/03 – DEFLAGRAÇÃO DA GREVE DA FASUBRA.
http://www.sinditest.org.br/noticias_detalhe/1/geral/1821/agora-e-greve-pra-lutar-com-presenca-de-39-entidades-plenaria-nacional-da-fasubra-aprovou-indicativo-de-greve-para-17-de-marco

*Indicativo de greve da FENASPS
http://www.sindsaudeprev-es.org.br/plenaria-nacional-da-fenasps-delibera-indicativo-de-greve-para-inicio-de-abril/

*Indicativo de greve da CONDSEF
http://www.cut.org.br/acontece/24048/xi-congresso-da-condsef-aprova-plano-de-lutas-e-indicativo-de-greve-para-1-quinzena-de-marco

*ANDES-SN faz paralisação e vai discutir retomada da GREVE.
http://cspconlutas.org.br/2014/02/andes-sn-divulga-agenda-de-mobilizacao-nas-universidades-federais/

*Indicativo de construção da greve do SINASEFE
http://www.sinasefe.org.br/v3/index.php/noticias/872-119o-plena-delibera-pela-construcao-de-indicativo-de-greve

*Indicativo de greve da FENAJUFE
http://sindjufpb.org.br/node/3865

Cartaz

Cartaz

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Materiais campanha salarial 2014

Para usar em suas redes sociais.

Baixe mais materiais da campanha salarial dos servidores clicando aqui.

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Entidades representativas dos SPF protocolam pauta da Campanha de 2014 no MPOG

A pauta composta pelos eixos da Campanha Salarial Unificada de 2014 dos Servidores Públicos Federais (SPF) foi protocolada no Ministério do Planejamento na última sexta-feira (24) pelas entidades que compõem o Fórum dos SPF. No documento, foi solicitada ainda uma reunião com a ministra Mirian Belchior para a próxima quarta-feira (5), data do ato público que marcará o lançamento nacional da Campanha em Brasília.

No documento, as entidades apresentam os eixos que compõem a pauta de reivindicações (confira abaixo) e afirma que estes “vêm buscar a valorização do servidor e o fortalecimento dos serviços públicos”.

Confira os eixos da Campanha Salarial Unificada

– Definição de data-base (1º de maio);
– Política salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações;
– Cumprimento por parte do governo dos acordos e protocolo de intenções firmados;
– Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores;
– Retirada por PL’s, MP’s, decretos contrários aos interesses dos servidores públicos;
– Paridade e integralidade entre ativos, aposentados e pensionistas;
– Reajuste dos benefícios;
– Antecipação para 2014 da parcela de reajustes de 2015.

Lançamento campanha nos estados

Servidores públicos federais integraram os atos e atividades promovidos nos estados no último dia 22, quarta-feira, durante lançamento da Campanha Salarial 2014, a partir da realização de um Dia Nacional de Lutas. Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Alagoas, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraná e Rio Grande do Sul estão entre os estados que promoveram atividades a fim de divulgar a Campanha, realizadas também em Brasília. Com o mote “Jogando juntos a gente conquista”, a campanha reforça a importância da unidade das entidades que integram o Fórum dos SPF.

Leia mais: Atos marcam lançamento da Campanha Salarial 2014 dos SPF nos estados

 

Fonte: ANDES-SN

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22-01 : Ato de lançamento da Campanha Salarial 2014

do site do SINDITEST
Neste dia 22 de janeiro (próxima quarta-feira), ocorrerão atos em todo o país para marcar o lançamento da campanha salarial 2014 dos servidores públicos federaisNa última quinta-feira (16), ocorreu uma reunião entre APUFPR-SSind, SINDITEST-PR, ASSIBGE e SINDISPREVS-PR, para organizar o lançamento da campanha salarial dos servidores públicos federais de 2014. A reunião contou ainda com a participação de estudantes do Centro Acadêmico de Enfermagem da UFPR, que fazem parte da Frente de Luta em Defesa do HC.Foi a segunda reunião deste ano, organizada com o objetivo de preparar o ato de lançamento da Campanha Salarial 2014 e também para rearticular o fórum estadual de entidades do serviço público federal, que teve um papel destacado na organização de inúmeras atividades durante a greve de 2012.

Razões de sobra para lutar

A situação dos serviços públicos no Brasil está cada vez mais precária. Todos os setores estão afetados pelo sucateamento e precarização do trabalho (subcontratação, terceirizações). Em alguns casos, como saúde, educação e previdência social, o sucateamento já se transformou em desmonte, devido às políticas de privatização do governo Dilma, como a EBSERH e o FUNPRESP.

Por outro lado, os servidores públicos ainda não têm data-base ou negociação coletiva. Isso permite ao governo arrochar os salários e obrigar os servidores a passar longos anos sem qualquer aumento ou mesmo reajustes para recompor as perdas inflacionárias.

Além disso, seguindo o receituário neoliberal, Dilma Rousseff está preparando a aplicação de um “pacote de maldades” para retirar mais direitos dos servidores públicos, principalmente o direito de greve, ameaçado por um projeto de lei que deve voltar à tramitação já em fevereiro.

Greve da FASUBRA e da CONDSEF já estão marcadas

A Plenária Nacional da FASUBRA realizada em Brasília nos dias 17 e 18 de dezembro aprovou indicativo de greve para a segunda quinzena de março, acompanhando a deliberação aprovada no Congresso da CONDSEF (que reuniu quase dois mil delegados) realizado no mesmo mês e a orientação do Fórum Nacional de Entidades do Serviço Público Federal. Ou seja, é provável que em 2014 tenhamos uma greve nacional unificada dos serviços públicos, mais forte do que a greve de 2012.

ATO DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA SALARIAL

No Paraná, o lançamento da Campanha Salarial dos SPFs ocorrerá na próxima quarta-feira, 22 de janeiro. Realizaremos um Ato público na Praça Santos Andrade. A concentração começará às 9h30min.

Será a nossa primeira atividade do ano, o pontapé inicial para as mobilizações em defesa dos serviços públicos de qualidade e pela valorização dos servidores.

No dia 5 de fevereiro ocorrerá um ato em Brasília, em frente ao Ministério do Planejamento.

Nos próximos dois meses, vamos preparar a categoria para as lutas que se aproximam!

Quem torce pelo Brasil, tem que entrar na luta pelo Serviço Público Padrão FIFA!

CONVOCAÇÃO

ATO DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA SALARIAL

Local: Praça Santos Andrade

Data: 22 de janeiro (quarta-feira)

Horário: concentração a partir das 9h30min

 
LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO EM:
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