Contribuições e sugestões (pessoais) a nova gestão do IFPR*

*Guilherme Basso dos Reis, tratando-se de texto pessoal próprio, e não relativo ou vinculado a qualquer coletivo. Envio para Reitor, Pró Reitora de Gestão de Pessoas, e comissão de transição.

Como servidor do IFPR desde 2010, calejado nas lutas democráticas e por direitos dos servidores e da comunidade acadêmica, venho dar algumas contribuições e sugestões a nova gestão do IFPR. Poderia eu fazer um grande apanhado e texto teórico sobre a instituição, seu histórico, o histórico de seus grupos, e como, dentro deste histórico, identifico tal nova gestão e de que arranjos ela surge. Não o farei. Partirei do pressuposto e da boa vontade de que todos estão ali, nos postos em que estão, por quererem melhorar as coisas e aproximar nossa instituição o máximo possível do que seria um bem coletivo, do interesse público, sempre tão maltratado por estas paragens. Desta forma, serei apenas propositivo, e, no que me alongo, apresentarei apenas as justificativas e motivações de tais propostas. De fato, todas minhas propostas se baseiam em algo que a instituição já deveria ser, em atos e medidas que já deveriam existir e já deveriam ter sido tomadas pelas gestões anteriores. Como, para as gestões anteriores, quem fazia críticas, ou mesmo sugestões, era considerado um inimigo, espero que haja uma mudança, e que não seja mais de tal forma. São questões, de fato, básicas para qualquer entidade da administração pública. Mas, como, mesmo sendo básicas, nunca foram cumpridas e nunca a gestão trabalhou neste sentido, continua válida sua reivindicação. Comecemos.

  • Órgãos de controle internos, Auditoria, Comissão de Ética, Ouvidoria e Serviço de Acesso a informação

O Problema: Não é novidade alguma para os servidores do IFPR (e não só, mas também todo cidadão conhecedor) os inúmeros problemas éticos e legais de que padecem nossa instituição, talvez em grande parte, como reflexo de problemas maiores, nacionais. A operação SINAPSE, que apontou o desvio de 11 milhões de reais em contratos do EAD-IFPR com OSCIPS entre 2010 e 2013; os atos de admissão (três) recentemente cancelados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido as enormes ilegalidades na realização daqueles concursos; os constantes processos judiciais e orientações do Ministério Público Federal, relativos a concursos e chamadas com enormes irregularidades; entre outros, não nos deixam mentir sobre a realidade e gravidade dos fatos (e os há muito mais). A própria existência desta gestão Pró-Tempore é a comprovação disto. Decorre da situação de uma eleição realizada de maneira precária (planejada) e cheia de irregularidades e mal feitos. De que tal precariedade (planejada), irregularidades e ilegalidades são a tônica do IFPR deste seu nascedouro, e não uma invenção “nova” ou particular deste ou daquele gestor. O simples fato de os órgãos de controle institucionais – alguns por seu aparelhamento político, falta de autonomia e partidarismo (Ouvidoria, Comissão de ética pública e Serviço de acesso a informação, os quais não trabalham pela instituição e seu interesse, e sim para os interesses grupo político-partidário da gestão); outros, apesar do bom trabalho e profissionalismo, por sua precariedade e falta de estrutura e de apoio institucional, como a Auditoria Interna – não terem identificado nenhuma irregularidade significativa relativa a tais processos externos, já é a conclusão de que até agora não serviram para nada, ou pior, de que serviram e servem para acobertar ilícitos, irregularidades e que contribuem e fazem parte de uma estrutura e modo de gestão autoritária, autocrática, antidemocrática, antirrepublicana, anti-trabalhista (que desrespeita os direitos dos trabalhadores da instituição), em suma, para usar um termo da sociologia política, coronelista.

Que de fato, não adianta só apontar o dedo aos gestores envolvidos neste modo de gestão coronelista (não obstante se deva fazê-lo e denunciá-los). Que para haver Senhor soberano, tem de haver servos, que se aceitem como servos. De que, no IFPR, o amor a todo tipo de irregularidade e ilegalidade (especialmente quando há benefício próprio, material ou subjetivo) está difundido e encontra grande guarida entre o conjunto de servidores da instituição, os quais não trabalham por sua melhoria e pelo bem público, e sim por seus interesses. De que isto decorre não só de uma conduta comportamental comum dos seres humanos de se acomodar e evitar riscos, mas que também de uma cultura institucional que não valoriza a crítica, e que trata a denúncia (mesmo quando verdadeira e bem formulada e documentada) como um ataque contra a “credibilidade e a imagem institucional”. De que de tal forma se fecha o ciclo (e o cerco) a qualquer pessoa minimamente honesta na instituição. A gestão comete irregularidades e ilegalidades.
Aquele que os denuncia é culpado de atacar a credibilidade e a imagem institucional perante a sociedade. Segundo esta lógica, o(s) culpado(s) de enlamear(em)( a instituição é(são) quem denúncia o roubo de 11 milhões, e não quem roubou (ou permitiu) o roubo. É a cultura do absurdo, a realidade invertida. O honesto é desonesto, o desonesto é honesto.

A questão: A questão que se coloca (para a mudança desta situação) é simples. Do ponto de vista institucional, o que se deve fazer para que tenhamos servidores e uma comunidade acadêmica ativos, conhecedores (e aplicadores) de seus direitos e deveres? Quais as medidas que devem ser tomadas para se substituir uma cultura da impunidade, da ocultação, do interesse pessoal egoísta, da omissão, DO MEDO, por uma cultura da participação, da cobrança e acompanhamento das ações, de transparência? Em suma, como se faz para abolir a cultura de parasitismo e de clubismo por uma cultura de participação, democracia e republicanismo?

As medias necessárias: Aqui cito sucintamente medidas que podem e devem ser tomadas, sem é claro, atingir a totalidade do problema, e sem conseguir dar uma resposta completa a questão. Muitas outras medidas podem ser necessárias para sanear minimamente a instituição e começar a mudar sua cultura institucional, e a própria cultura internalizada pelos servidores.

1. Comissão de ética: (a) montagem de nova comissão, com plano de trabalho público, transparente e claro, e com processos de resposta as demandas normatizados claramente;.

(b) palestras da comissão de ética nos diversos campus do IFPR sobre os deveres dos servidores públicos, e questões relativas as vedações no exercício do cargo, irregularidades e ilegalidades no serviço público (obs.: para economizar em recursos – não há como visitar todos campus – algumas palestras podem ser presenciais, e outras gravadas e transmitidas aos servidores);

(c) conforme o regimento da comissão de ética do IFPR, nomear comissões ou representantes locais que difundam o trabalho da CEP-IFPR, e as orientações sobre os deveres funcionais e legais dos servidores públicos (sugiro eleição dos representantes locais);

(d) assim como na UFPR, transparência no andamento dos processos, com publicação dos ritos (resguardado todo o sigilo do teor do processo), o que pode ser visto em http://www.eticapublica.ufpr.br/demandas.htm;

(e) autonomia administrativa e política para a Ouvidoria. Ela é um instrumento da instituição, e não do gestor ou da gestão particular e temporária que ali se encontra;

(f) estímulo e liberação de tempo de trabalho dos servidores em geral do IFPR para participação em cursos sobre o tema (há alguns muito simples e muito bons, on-line, pela ENAP, SOF, e principalmente pelo ILB do Senado);

(g) estímulo e liberação de tempo de trabalho dos membros da comissão de ética e dos representantes locais, para participarem de cursos relativos ao tema.

2. Ouvidoria: (a) montagem de nova equipe de ouvidoria, contendo um ouvidor e um secretário;

(b) palestras da ouvidoria nos diversos campus do IFPR, no mesmo molde da proposta da comissão de ética;

(c) normatização do procedimento em que se gere protocolo do atendimento, e em que é necessário resposta por parte da Ouvidoria (o que hoje não existe, você manda lá, seja por e-mail, seja pelo formulário do site) e nada recebe, nem a confirmação de que abriu uma demanda;

(d) tratamento ético das demandas, buscando as respostas da gestão, e resolver os problemas dos cidadãos solicitantes, sem vazamento de informações que exponham os cidadãos e servidores a execração e perseguição dos gestores, por causa de suas dúvidas, reclamações e denúncias (o que tem sido extremamente comum);

(e) autonomia administrativa e política para a Ouvidoria. Ela é um instrumento da instituição, e não do gestor ou da gestão particular e temporária que ali se encontra.

3. Serviço de Acesso a informação (E-SIC): (a) montagem de nova equipe do E-SIC IFPR contendo dois membros no mínimo;

(b) normatização conforme as orientação gerais da CGU, e conforme as diversas orientações particulares emitidas por causa de erros e do descumprimento da lei por diversas vezes (caso necessitem posso compartilhar os casos que me envolvem);

(c) elaboração de informativos, cartilhas e orientações aos servidores e alunos do IFPR sobre como e quando acessar o serviço de acesso a informação da instituição;

(d) tratamento ético das demandas, buscando as respostas da gestão, e resolver os problemas dos cidadãos solicitantes, sem vazamento de informações que exponham os cidadãos e servidores a execração e perseguição dos gestores, por causa de suas dúvidas, reclamações e denúncias (o que tem sido extremamente comum);

(e) autonomia administrativa e política para a O E-SIC. Ela é um instrumento da instituição, e não do gestor ou da gestão particular e temporária que ali se encontra;

(f) estímulo e liberação de tempo de trabalho dos servidores em geral do IFPR para participação em cursos sobre o tema;

(g) estímulo e liberação de tempo de trabalho dos membros do E-SIC e dos representantes locais, para participarem de cursos relativos ao tema.

4. Auditoria interna:

(a) aplicação e correção relativas as orientações da auditoria interna nos processos e procedimentos da gestão do IFPR;

(b) garantia da autonomia da Auditoria Interna do IFPR para averiguar atos e processos de toda a gestão.

  • Política de gestão, treinamento e desenvolvimento de pessoas

O Problema: tal política praticamente inexiste no IFPR. Recentemente algumas medidas avançaram (afastamento, cursos, pesquisa de demandas, pagamento de cursos e eventos), mas não há uma articulação entre elas. Não há um plano de gestão, treinamento e desenvolvimento de pessoas transparente, público e compartilhado com os servidores, conhecido por estes. A avaliação de desempenho em estágio probatório por exemplo, é feita de qualquer forma, muitas vezes desrespeitando a própria resolução que a regula. É conhecido o fato de que nunca houve treinamento de gestor ou chefia alguma para que saibam como devem avaliar, e como deve orientar para correção de erros, mesmo tal ponto constando na resolução. De que servidores tem recebido notas baixíssimas sem justificativa alguma, sem que tenham recebido orientação alguma de como e o que melhorar em seu trabalho, e sem direito algum de recorrer (toda a gestão trabalha em conjunto para negar e importunar a vida do servidor). O próprio órgão responsável de fato pela gestão de pessoas nos campus (O GT Pessoas) carece de existência e regulamentação, existindo apenas em um enfadonho Manual de Competências (invenção única do IFPR), sendo que, todos os órgãos institucionais existentes de fato, devem se basear e existir previamente (e de direito) no Estatuto e Regimento Geral da instituição e/ou dos campus. A instituição carece de regulamentações básicas, e baseadas nos princípios da administração pública: isonomia, impessoalidade, publicidade, transparência, legalidade, moralidade. O principal, que deem um norte a instituição e que sejam aplicadas de maneira isonômica e igualitária para todos servidores, que tenham validade para todos (TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI DIZ NOSSA CONSTITUIÇÃO). O próprio relatório da Auditoria interna aponta uma série de falta de regulamentos, procedimentos e processos claros, tanto na questão administrativo-financeira (a qual por meu desconhecimento da área não tratarei), quanto na de gestão e procedimentos de pessoas. Isto para não falar das auditorias externas (CGU, TCU) que apontam também vários problemas fáceis de serem corrigidos. Falo de dois exemplos práticos para ilustrar: 1) a cobrança do horário e trabalho docente. Varia de campus para campus, uns cobram de mais (a presença durante as 40 horas em campus que nem estrutura mínima tem para suportar todos docentes e seus projetos de pesquisa e extensão), outros – de maneira irregular, para ganhar simpatia e apoio – não cobram nada, permitem uma completa liberalidade (para os obedientes). 2) a mesma coisa se dá com relação a liberação para atividades sindicais. Quem apresenta a carteirinha de filiado ao PT (ou apoiador do mesmo), mesmo que tenha brigas e desavenças com a gestão local (também ligada ao PT) recebe passe livre, menos trabalho, poucas aulas e atividades, e liberação completa para sair, viajar, visitar, fazer o que quiser, de qualquer forma, sem precisar formalizar, tornar público ou transparente nada. Enquanto que aqueles que não são petistas (muito embora possam não ser anti-petistas) ou são vistos como inimigos pela gestão, sofrem todo tipo de cerceamento de liberdade de atividade sindical, todo tipo de humilhação, perseguição e ameaça. E tudo isto por que? Por que, mesmo apesar da discussão da questão desde 2012, de comprovadas irregularidades na liberação dos diretores sindicais petistas em 2014, a gestão nada quis fazer, nada quis regulamentar (apesar do insistentes pedidos deste e de entidades sindicais)? Ora, para poder continuar agindo na surdina: para os amigos liberalidade completa, para os inimigos, não a lei (mas muito mais que ela, acima dela, o que quisermos, cobranças absurdas e sem relação alguma com a própria lei ou qualquer motivação real e legal). Por que, tanto para o trabalho docente, tanto para a liberação de servidores em geral (e de diretores sindicais) em particular não se estabelece um regulamento único, igualitário, que faça valer o TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI?

De que, em última instância, as gestões do IFPR, trabalham muito mais para atrapalhar e importunar os servidores e seu trabalho, do que para melhorar seu trabalho, o desempenho das funções, e consequentemente, o atendimento ao público, e o clima organizacional.

A questão: Em muito se assemelha a questão expressa no ponto anterior. Como transformar uma cultura do medo, da omissão, da perseguição, do assédio, do uso da máquina para interesses próprios (individuais ou de grupo, partidários), do desrespeito aos servidores, a comunidade acadêmica, ao povo brasileiro e aos princípios da administração pública, contexto de trabalho este que, difundido no IFPR, desestimula (e inclusive adoece) tantos servidores, por uma cultura da participação, do zelo, do cuidado, do respeito, da valorização do profissional, da crítica justa, da orientação para correção dos erros. Como transformar a gestão em um órgão que emita orientações e normatizações isonômicas, igualitárias, corretas do ponto de vista da legalidade e da moralidade, e – como dito – que façam prevalecer o princípio de que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI?

Medidas necessárias:

(a) normatização de processos e construção de regulamentações igualitárias, isonômicas e construídas de maneira democrática junto aos servidores do IFPR e suas entidades sindicais (SINASEFE e SINDIEDUTEC), que façam valer o princípio republicano de que TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI;

(b) construção de uma comissão, análogo as CIPAS (comissão interna de prevenção de acidentes) no setor privado (grupo paritário gestão – representantes dos trabalhadores) para o estudo, análise e acompanhamento das condições e relações de trabalho no IFPR. Para que se evite partidarismo e controle indevido desta comissão, sugiro a seguinte composição, tendo em vista a natureza da representação e organização sindical no IFPR, com dois sindicatos com legalidade e legítimos (do ponto de vista político e legal) para atuarem, um por portaria do MTE e por ter a maioria dos filiados locais na categoria (SINDIEDUTEC), outro por decisão da justiça federal (sem muito superior a portaria do MTE) e por ter ampla maioria dos filiados nacionais da categoria (SINASEFE). Oito membros, sendo quatro indicados pela gestão. Destas quatro indicados pela gestão ao menos um técnico de segurança do trabalho e um servidor obrigatoriamente gestor (diretor) da PROGEPE. Quatro indicados pelos servidores. Um indicado pelo SINDIEDUTEC, outro indicado pelo SINASEFE, e dois (um em cada categoria, técnico e docente) eleito em pleito universal junto aos servidores;

(c) elaboração de uma política de gestão, treinamento e desenvolvimento de pessoas articulada, engobando e unificando as ações já existentes – e as futuras – em um plano geral, que seja submetido a sugestões e críticas dos servidores e de suas entidades representativas, e que, elaborado, seja de conhecimento público;

(d) que os órgãos de acompanhamento da saúde dos servidores (em especial o NAS, núcleo de atendimento aos servidores) deixem de ser aparelhados e controlados politicamente pelos gestores para seus interesses, e que se tornem órgãos públicos, de atendimento claro e transparente, e de implementação de uma postura de respeito a todos os servidores, em sua integralidade, na condição de servidores, de cidadãos, e de seres humanos;

(e) cumprimento das orientações do MPF-PR, do TCU e da CGU com relação aos concursos públicos para que se evite irregularidades e fraudes como as muitas já identificadas, evitando que os concursos públicos do IFPR sejam a porta de entrada para grupos políticos com interesses estranhos aos da educação;

  • Democracia e participação

O Problema: Uma instituição completamente burocrática e autocrática (Reitor e diretores de campus mandam e decidem tudo sem consultar ninguém, e muitas vezes sem base legal alguma). Que não só desincentiva a participação dos servidores e da comunidade acadêmica, mas, que, persegue e transforma em inimigos, todos os que clamam e lutam por democracia e participação. Tal é a história do IFPR desde sua fundação até os dias atuais (com breves parênteses de maior liberdade em 2013). Voltamos a questão central: uma cultura do medo, da omissão, da não participação, construída de maneira consciente por gestões que, antes de atenderem aos legítimos interesses da comunidade acadêmica e do povo brasileiro por uma instituição republicana de qualidade, sempre preferiram atender aos escusos interesses de grupos políticos regionais externos. Quais sejam, transformar o IFPR em um grande curral eleitoral (e ao mesmo tempo na máquina de gerar dinheiro para financiar campanhas eleitorais, de diferentes partidos, neste curral, no que os 11 milhões desviados na SINAPSE eram só o começo).

A questão: Abrir espaço e incentivar a participação dos servidores, da comunidade acadêmica, dos pais, na definição dos rumos da instituição, tal como prevê a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) sobre gestão democrática das instituições públicas de ensino.

Medidas necessárias:

(a) constituição de comissões locais de campus e de uma comissão central, para estudo e reelaboração dos documentos basilares institucionais: Estatuto, Regimento, PDI e resolução da avaliação de desenvolvimento em estágio probatório (ADEP);

(b) realização de reuniões públicas abertas quinzenais desta comissão, com abertura para encaminhamentos da comunidade acadêmica (servidores, estudantes e pais);

(c) reforço do papel e garantia da autonomia dos CODICS;

(d) reforço do papel e garantia da autonomia do CONSEPE e CONSAP. Estes não podem ser locais de referendo a situações já dadas. Exemplo: de que, existindo curso de fato já criado e com propaganda, os conselheiros sejam obrigados a autorizá-lo, sendo que o CONSEPE deveria ter sido consultado antes;

(e) realização de reuniões periódicas do CONSUP, com transmissão ao vivo, gravação e publicação tempestiva do vídeo, e das resoluções e atas;

(f) garantia de liberdade de organização, atuação e a autonomia sindical, e tratamento igualitário entre as duas representações sindicais existentes. A gestão do IFPR não deve intervir nos assuntos sindicais e nem adotar preferências por grupos ou entidades sindicais legítimas;

(g) garantia de liberdade de organização, atuação e autonomia do movimento estudantil. Não é papel do IFPR impor moldes do que os estudantes devem ou não fazer com relação a sua organização e atuação política, como várias vezes se tentou e se tenta em nossa instituição.

Espero, de fato – e aqui falo como um simples servidor, um trabalhador do setor público, um cidadão brasileiro – poder, com estas sugestões e apontamentos – decorrentes de minha experiência nesta instituição e nos estudos sobre ela e sobre a administração pública – ter contribuído, não com esta gestão Pró-Tempore, não com este ou aquele gestor em particular, mas com questões que são importantes e fundamentais para que o IFPR se transforme, de fato, de um aparelho, uma mercadoria usada e jogada de lá para cá entre os grupos políticos da elite política regional e nacional (o que de fato o é, desde seu nascimento até hoje), em uma instituição pública, republicana, de educação. Para isto é necessária uma revolução republicana, democrática, popular, neste aparelho. E só a sua comunidade acadêmica e seu povo podem levar a frente tal revolução. Me coloco a disposição, sem interesse qualquer (cargo, comissão, agradecimentos, tapinhas nas costas), para debate, crítica, dúvida, e para contribuir no que for necessário, sempre tendo em vista os interesses republicanos e populares.

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Estudantes em luta: no IFPR, a questão que se coloca é construir um forte movimento popular autônomo em relação as gestões e a politicalha institucional e regional (que se utiliza do IFPR para seus escusos e espúrios interesses) que conquista o IFPR para a comunidade acadêmica e para os interesses do povo e da nação brasileira.

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Servidores em luta: no IFPR, a questão que se coloca é construir um forte movimento popular autônomo em relação as gestões e a politicalha institucional e regional (que se utiliza do IFPR para seus escusos e espúrios interesses) que conquista o IFPR para a comunidade acadêmica e para os interesses do povo e da nação brasileira.

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(2015) Confiram o relatório de Auditoria e o relatório de gestão do IFPR + uma gestão que não é séria

auditoria-internaDivulgamos abaixo dois documentos institucionais importantes.

Primeiramente o relatório de auditoria, presente na página deste órgão no IFPR.

Acesse a versão com anotações feitas por nós aqui.

O que as partes sublinhadas (entre as páginas 39 e 51) indicam? Que no IFPR tudo está irregular, incorreto, ou desatualizado. É lamentável.

“E-mail enviado a Auditoria interna

Colegas servidores da auditoria interna. Li o relatório 2015 desta auditoria. Ao lê-lo, além de observações importantes sobre nossa instituição, que demonstram suas debilidades e (incríveis e enormes) erros e irregularidades, também encontrei completamente ausente um tema. Um tema que, no caso do IFPR, é um dos mais importantes e prementes, tendo em vista todos os fatos já ocorridos na instituição. 

Tendo em vista os acórdãos recentes do TCU cancelando atos de admissão decorrentes de concursos COMPLETAMENTE E CLARAMENTE FRAUDADOS – FATO QUE QUALQUER PESSOA SÉRIA JÁ SABIA E TINHA CERTEZA, TENDO EM VISTA QUE TAIS PESSOAS FORAM COLOCADAS NA INSTITUIÇÃO PELAS DUAS PRIMEIRAS GESTÕES PARA GERENCIAR O ESQUEMA DE DESVIO DE DINHEIRO DESCOBERTO NA OPERAÇÃO SINAPSE (confira o primeiro com dois casos em TCU ATA N 2016 4 – revisão ato de admissão Ricardo Herrera e Cicarino, e o segundo com um caso em TCU ata revisão Pedro Antônio B Pacheco) – e as orientações já emanadas do MPF-PR sobre irregularidades (para não dizer irregularidades) em concursos públicos que podem ser encontradas aqui (MPF-PR e RECONSTRUIR A LUTA querem lisura, isonomia e igualdade nos concursos do IFPR) e os decorrentes do Ofício 1817-2016 -1ªCA (recursos, inclusive da prova didática, em duas horas…hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaahahahahahhahaha)é completamente absurdo que não haja previsão desta auditoria de acompanhar e ajudar a normatizar os processos de seleção de servidores no IFPR, em especial de docentes. É absurdo que os concursos para docentes sejam mantidos como conchavos para “botar para dentro” coleguinhas ou companheiros políticos, atentando contra a igualdade entre os cidadãos e os princípios da administração pública. Tendo em vista o acumulo que, mesmo que informalmente, possuo nesta área, me coloca a disposição para contribuição. De qualquer forma, este deveria ser um tema central para esta equipe de auditoria.

Atenciosamente.

Guilherme Basso dos Reis”

 

Confira aqui o Relatório de Gestão 2015 final

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Um eco do passado – minha defesa em 2013

Posto aqui minha defesa em PAD de 2013. Neste PAD   eu era acusado de fazer falsas denúncias por email, comprovei que, de minha parte – das denúncias feitas diretamente por mim – nenhuma delas eram falsas. Eram todas verdadeiras. Ao mesmo tempo, me desculpei e fiz uma retratação pública pela forma um pouco nervosa e estabalhoada com que havia feito as denúncias (sem todas estarem comprovadas ainda). Realmente, foi incorreto. Mas, agora, todas as denúncias estão mais do que comprovadas e muito, muito bem documentadas. Muito mais incorreto do que ficar nervoso e se descontrolar porque está vendo um enorme roubo à sua frente, é participar ou se omitir diante do roubo. Esta defesa encontra-se em anexo. E nela demonstro, comprovo ou cito os vários casos de irregularidades e corrupção existentes na instituição desde seu início, aos quais eu me referia em minhas denúncias públicas por e-mail;

Defesa com casos comprovados de irregularidades e corrupção

 

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SINASEFE NACIONAL – Quadro da greve: movimento chega à 40 Seções Sindicais!

SINASEFE IFPR - CMC

Nesta quarta-feira (05/08), o Comando Nacional de Greve (CNG) do SINASEFE divulga o 12º mapa do movimento paredista de 2015, que chega hoje ao seu 24º dia.

NÚMEROS

Os números coletados até às 13 horas de hoje mostram que nossa greve abrange 22 estados, 40 Seções Sindicais e 186 unidades de ensino (campi e prédios da administração das IFE).

QUADRO ATUAL

Quer conferir o mapa detalhado? Clique aqui para baixá-lo em formato PDF.

HISTÓRICO

Deseja relembrar das versões anteriores? Clique aqui para conferi-las em nosso arquivo.

Foram publicados levantamentos do quadro da greve 2015 em 16, 17, 18(lançado no Boletim nº 1), 20, 24 (também lançado no Boletim nº 2), 27, 28,29, 30, 31 de julho (também lançado no Boletim nº 3), 4 e 5 de agosto (hoje).

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Servidores do câmpus Campo Largo fazem doação de sangue e conversam com estudantes

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Paralisação do IFPR Campus Colombo

SINASEFE IFPR - CMC

IFPR CÂMPUS COLOMBO PARALISA AS ATIVIDADES

Professores, técnicos e alunos organizam dia de manifestação no câmpus e na Rodovia da Uva por melhoria de condições da educação

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Nessa quarta-feira (05/08), servidores e alunos do Instituto Federal do Paraná (IFPR) do câmpus Colombo organizaram um ato de protesto por melhores condições locais de trabalho e em apoio à pauta de reivindicações nacionais, como a luta pela reposição salarial referente a perdas inflacionárias desde 2012 e pela melhoria da estrutura da rede federal de ensino.

Entre os pedidos locais estão o fornecimento, por parte do governo federal, de materiais básicos para o funcionamento do câmpus, tais como água potável para alunos e servidores, giz, apagador, carteiras para os alunos, papel higiênico, serviço de limpeza e recolhimento de lixo.

Em instalações provisórias, as aulas do curso de Ensino Médio integrado ao Técnico em Informática só começaram graças à cessão de espaço pela prefeitura…

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06/08/2015 · 20:44

FOZ GREVE: Servidores públicos federais se unem para ato conjunto em Foz do Iguaçu (G1)

SINASEFE IFPR - CMC

Do site do G1

Categoria exige reposição salarial e melhores condições de trabalho.
No ato, funcionários públicos arrecadaram leite para doar a instituições.

Do G1 PR, com informações da RPC em Foz do Iguaçu

Servidores público federais de diversas instituições com sede em Foz do Iguaçu, no oeste doParaná, e municípios vizinhos fizeram uma passeata por algumas das principais ruas da cidade na manhã desta quarta-feira (29). A categoria reivindica, entre outros, melhores condições de trabalho e reposição salarial de 27,3% referente a perdas com a inflação.

Participaram do ato conjunto funcionários em greve da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Instituto Federal do Paraná (IFPR), Universidade Federal da…

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